PIB DE CONSUMO CRESCE
E REDUZ PERDA HISTÓRICA
Finalmente uma boa notícia (mas nem tão fabulosa assim) de Economia para o Grande ABC. A participação regional no PIB de Consumo, parente próximo do PIB Tradicional, cresceu no universo nacional 4,51%. Com isso, aumentou a potencialidade de gastos equivalente a 1.100 apartamentos de 50 metros quadrados em bairro de classe média de Santo André e São Bernardo.
Esse é o resultado exclusivo da Consultoria IPC diretamente para o acervo de CapitalSocial. Os dados se referem a esta temporada nos sete municípios locais e têm como referência os valores registrados na temporada passada. O crescimento real em valores monetários, descontada a inflação, e o que de fato mais interessa, foi mais modesto, com avanço de 0,90% entre 2025 e 2016 -- o equivalente a R$ 594.837 milhões.
DUCHA FRIA
Convenhamos que não é mesmo lá essas coisas em crescimento monetário atualizado. Os 1.100 apartamentos traduzidos como acréscimo de uma temporada para outra significam (repetimos) R$ 594.837.31 milhões de crescimento. Muito melhor, apesar de nada expressivo, do que uma nova rodada de perdas tanto em valores monetários quanto em participação relativa nacional.
Não quero utilizar uma ducha de água frio no eventual entusiasmo com que se observariam os dados desta temporada. Nem é essa a intenção, mas é inevitável comparar esta temporada com o início deste século. Em valores desta temporada, o Grande ABC tem para gastar o acumulado de R$ 150.431.949.051 bilhões, que correspondem a 1,74742% de tudo o que os brasileiros contam de reservas, segundo critérios da Consultoria IPC, do pesquisador Marcos Pazzini.
Em 1999, base dos cálculos deste século de resultados tenebrosos da Economia do Grande ABC, a participação relativa do Grande ABC registrava 2,28420% .
92.420 APARTAMENTOS
Caso o Grande ABC mantivesse aquela participação nesta temporada, o PIB de Consumo seria de R$ 196.642.282.899 bilhões. Uma diferença de 30,72%. Numa comparação ponta a ponta, perdemos 46.210.333,848 bilhões em valores atualizados. Sabe o que isso significa também com o uso do mercado imobiliário como balizador? Ao invés de 1.100 novos apartamentos de 50 metros quadrados para a classe média, teríamos neste ano o correspondente a 92.420 novos imóveis do mesmo padrão em forma de riqueza. A comparação, não custa lembrar, é ponta a ponta. Ou seja: o meio do caminho entre 2000 e 2016 não foi considerado.
A participação relativa do PIB de Consumo do Grande ABC desta temporada, de 1.74742%, se assemelha ao PIB Tradicional apurado pelo IBGE em 2023, o mais atualizado da série. Essa similaridade é a prova de que tanto um quanto outro PIB precisam ser observados com atenção. Quando apresentam desníveis elevados podem indicar deformidades econômicas que precisam de correção de rota. Principalmente no caso do Grande ABC.
CONSUMO E PRODUÇÃO
A diferença básica entre o PIB de Consumo e o PIB Tradicional é que o primeiro explicita a capacidade armazenada de potencial de gastos em cada temporada sempre com suprimento de conquistas anteriores. Nesse caso, não interessa o local de trabalho da População Econômica Ativa. A residência é que determina a contabilidade. No caso do PIB Tradicional, a construção de riqueza em produtos e serviços também vem do passado, da anterioridade, mas só valem os valores gerados nos endereços de cada Município. Quem mora em Santo André e trabalha fora de Santo André gera riqueza de PIB de Consumo em Santo André. Já quem mora em Santo André e gera riqueza trabalha em São Bernardo transforma o PIB Tradicional em receita para São Bernardo.
2025 VERSUS 2026
Veja a tabela do PIB de Consumo dos sete municípios do Grande ABC do ano passado e desta temporada:
1. Santo André contava com participação relativa de 0,50647% no ano passado e subiu para 0,54787 nesta temporada. Um crescimento de 8,17%.
2. São Bernardo contava com participação relativa de 0,51587% no ano passado e passou para 0,52309 nesta temporada. Crescimento de 1,39%.
3. São Caetano contava com participação relativa de 0,11764% no ano passado e subiu para 0,14592 nesta temporada. Crescimento de 24,04%.
4. Diadema contava com participação relativa de 0,20407% no ano passado e passou para 0,21141% nesta temporada. Crescimento real de 3,60%.
5. Mauá contava com participação relativa de 0,23983% no ano passou e passou para 0,22712% nesta temporada. Perda de 5,60%.
6. Ribeirão Pires contava com participação relativa de 0,06758% no ano passado e subiu para 0,06946% nesta temporada. Crescimento de 2,78%.
7. Rio Grande da Serra contava com participação relativa de 0,02050% na temporada passada e subiu para 0,02255% nesta temporada. Crescimento de 10%.
2000 VERSUS 2026
Agora, vamos mostrar o que mudou em cada um dos sete municípios quando há o confronto entre a participação relativa no bolo nacional do PIB de Consumo em 1999 e a realidade numérica de 2026:
1. Santo André contava com PIB de Consumo de 0,65374% antes da virada do século e passou para 0,54787 nesta temporada. Queda de 16,19%.
2. São Bernardo contava com PIB de Consumo de 0,81613% em 1999 e passou para 0,52309% nesta temporada. Queda de 56,02%.
3. São Caetano contava com PIB de Consumo de 0,17030% em 1999 e passou para 0.14592% nesta temporada. Queda de 16,71%.
4. Diadema contava com PIB de Consumo de 0,25073% em 1999 e passou para 0, 21.141% nesta temporada. Queda de 18,60%.
5. Mauá contava com PIB de Consumo de 0,28294% em 1999 e passou para 0,22712 nesta temporada. Queda de 24,58%.
6. Ribeirão Pires contava com PIB de Consumo de 0,08808% em 1999 e caiu para 0,06946% nesta temporada. Queda de 26,81%.
7. Rio Grande da Serra contava com PIB de Consumo de 0,02268% em 1999 e passou para 0,2255% nesta temporada. .
CRESCIMENTO NOMINAL
Agora o crescimento nominal (sem considerar a inflação) entre janeiro de 2000 e dezembro desta temporada:
1. Santo André registrou PIB de Consumo Geral de R$ 3.955.444 bilhões e subiu para R$ 47.163.352 bilhões. Crescimento: 1.092,37%.
2. São Bernardo registrou PIB de Consumo Geral de R$ 4.488.308 bilhões e subiu para R$ 45.032.221 bilhões. Crescimento nominal de 903,32%.
3. São Caetano registrou PIB de Consumo Geral de 1.033.637 bilhões e subiu para 12.562.153 bilhões. Crescimento nominal de 1.115,33%.
4. Diadema registrou PIB de Consumo de 1.521.830 bilhões e subiu para 18.199446 bilhões. Crescimento nominal de 1.095,89%.
5. Mauá registrou PIB de Consumo de 1.717.305 bilhões e passou para 19.552.145% nesta temporada. Crescimento nominal de 1.038,53%.
6. Ribeirão Pires registrou PIB de Consumo de 534.632.200 milhões em 1999 e passou para 5.979.289 nesta temporada. Crescimento nominal de 1.018,39%.
7. Rio Grande da Serra registrou PIB de Consumo de 137.643.000 milhões em 1999 e passou para 1.941.340 bilhão nesta temporada. Crescimento nominal de 1.310,41%.
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