É IMPROVÁVEL GILVAN
PERDER PARA PAULINHO
A ainda discreta cisão entre o ex-prefeito e o atual prefeito de Santo André é tão verdadeira que mais dia, menos dia, estará escancarada ou no mínimo exposta claramente. Os sinais de esclerosamento das relações ainda são sutis, mas é assim mesmo que tudo começa quando dois parceiros de jornada encontram razões para já não se apreciarem tanto. Eles dificilmente atingirão o extremo de cães e gatos estranhos. Agem como raposas felpudas nos respectivos grupos. Calculam cuidadosamente cada tacada.
Ao final dos quatro anos de mandato de Gilvan Júnior, em 2028, minha intuição diz que terá sido um prefeito muito melhor que Paulinho Serra na área econômica. Até porque é improvável que não o seja. Nas demais modalidades, vou averiguar mais detidamente para revelar minha intuição, fruto de curadoria.
Claro que não se pode desconsiderar que Paulinho Serra contou teoricamente com a vantagem de atuar durante oito anos seguidos. Teoria é uma coisa, prática é outra, hão de convir os leitores. No caso de Paulinho Serra, os oito anos poderiam ter sido redentores, mas de fato foram lastimáveis no campo econômico. Siga essa análise para entender que existe fundamentação e dados sólidos que retiram essa constatação de qualquer idiossincrasia imaginária.
OUTROS TEMPO
Logo abaixo os leitores vão ter contato com uma análise que fiz em novembro do ano passado, antes de Gilvan Júnior completar um ano de Administração ao vencer as eleições em Santo André com 60% do votos válidos. Captei os resultados de um ranking respeitável e os expus num texto específico.
Não levo em conta para qualquer tipo de comparação premiações fajutas ou sob medida. Diferentemente, portanto, da volúpia com que Paulinho Serra se lançou à empreitada de oba-oba, incentivado por industrializadores de espetáculos. Até um título internacional na área de esportes virou manchetíssima de jornais, quando se sabe que Santo André está distante de brilho no setor. Só o foi e o foi por muito tempo quando contava com recursos financeiros do Clube Atlético Pirelli.
Tempos de mercado fechado, de clientela cativa e de rentabilidade fantástica dos negócios. E também tempos em que o custo do esporte competitivo estava a léguas de distância do que se viu em seguida. Conheço bem essa bagaça porque atuei durante muitos anos na área de esportes.
Cheguei até a encarar o medo de avião numa viagem à Bolívia do time de voleibol feminino da Pirelli. Outras viagens foram repassadas ao saudoso Luiz Carlos Sperândio, melhor repórter de voleibol do País.
SOCIEDADE LUDIBRIADA
Minha expectativa é que Gilvan Júnior aproveite a gradual ruptura com o grupo de Paulinho Serra, ou no mínimo principalmente com Paulinho Serra, e não caia na gandaia de marqueteiros triunfalistas sem compromisso algum com a sociedade. Ficaria feliz com o prefeito de Santo André caso ele faça um rapa geral nessa malignidade que afeta a cidadania responsável.
Uma sociedade ludibriada por falsidades estatísticas que estimulam declarações grandiloquentes é uma sociedade que afrouxa a concepção de coletivismo para mergulhar em culpabilidades individuais. Quando mentiras e meias-verdades são publicadas como verdades e, mais que isso, como verdades premiadas, o ambiente social é contaminado pela autoincriminação.
Afinal, se supostamente dá tudo certo para tanta gente, se Santo André dá braçadas de crescimento econômico e de sucessos nas mais diversas atividades, por que só comigo não acontece nada de positivo – eis a mensagem às fake news desmascaradas. O Grande ABC que conheço do avesso há 300 anos jamais integralizou como fator sustentável o discurso do falso positivismo. De fato, só adiou a confirmação de desgraceiras.
EMBRULHADA SENTIMENTAL
Ainda não vejo o prefeito Gilvan Júnior fora da bitola dos marqueteiros irresponsáveis, mas acredito que alterações vão ser possíveis de ocorrer na medida em que houver mesmo uma nova linguagem de comunicação pautada por fatos. Até porque, está cada vez mais saliente, para não dizer destacável, que Gilvan e Paulinho já não frequentam a mesma mesa com mútua admiração.
Até um passado recente Gilvan Júnior despia-se da própria personalidade em favor de Paulinho Serra e também no sentido de recolher migalhas ao agir como ventríloquo do ex-prefeito, vício originário dos tempos de secretariado em várias pastas da gestão daquele que o embalou rumo à vitória.
Talvez o que se passe com Gilvan Júnior seja uma embrulhada sentimental complexa, em que o agradecimento a Paulinho Serra pelo sucesso eleitoral se mistura com a irritação de ver o mesmo Paulinho Serra assanhando-se como prefeito-sombra cada vez menos aceitável.
Mas o tempo fará com que Gilvan Júnior faça uma striptease político-administrativo acentuado. Precisará chegar ao ponto em que despir-se de determinados compromissos mútuos não soará como traição, mas um grito de liberdade contra a invasão de domicilio de um mandato que tem nome e sobrenome novos no Paço Municipal.
COQUETEL DE AVISOS
Por enquanto o que ainda se observa são solavancos, idas e vindas que denunciam rearranjos. Troca de secretários, movimentações estratégicas no Legislativo, rompimento de programas que não passavam de pacote de intenções, como o Santo André 500 Anos, apropriação de Santo André Cidade Futuro de Celso Daniel, tudo isso e muito mais são um coquetel de avisos a Paulinho Serra no sentido de que o melhor mesmo é eleger-se deputado federal para manter-se no noticiário.
Com dona Carolina Serra, algo semelhante ocorre. O território de Santo André já não ganha a forma de fazenda de porteira fechada para estourar nas urnas. Agora há mais gente concorrente e não se tem mais 120 entidades assistenciais como currais eleitorais exclusivos.
Fiquem agora com o texto que produzi em novembro do ano passado. A Santo André econômica está logo abaixo. Gilvan Júnior não repetiria o fracasso de Paulinho Serra. Sim, fracasso de Paulinho Serra porque, por mais que vários dados abaixo sejam dados históricos, oito anos de dois mandatos são tempo suficiente a melhoras, não a novos rebaixamentos. E foi o que ocorreu especialmente com o PIB per capita.
SANTO ANDRÉ É MESMO
UM VEXAME ECONÔMICO
DANIEL LIMA -- 12/11/2025
O que você vai ler sobre a Economia de Santo André, mais uma vez, está documentado, sacramentado, carimbado e despachado. São números reais, tecnicamente irrebatíveis. Depois de oito anos de dois mandatos, o prefeito de Santo André Paulinho Serra deixou de herança ao sucessor uma Economia instalada na posição 194 entre os 418 municípios com mais de 80 mil habitantes. Ou seja: no Campeonato Brasileiro de Desenvolvimento Econômico, Santo André segue a passar vexame.
É impossível olhar para esse resultado e manter frieza. Somente os inconsequentes não enxergam a obviedade da questão posta. O então prefeito Paulinho Serra não é o único responsável histórico por tamanho buraco, que se reflete na sociedade. Mas, seguramente, o então prefeito Paulinho Serra, agora em campanha eleitoral para deputado federal, é certamente o mais, o maior, o imbatível, personagem, ou melhor, vilão, de uma tragédia anunciada há três décadas por este jornalista. Não dá para ficar indiferente.
Paulinho Serra não só segue subestimando a sociedade como a transforma em alvo preferencial de lorotas, apresentando-se ao distinto público como símbolo de competência de gestão. Até os 15 dias em Harvard botou no currículo mistificador e desrespeitoso.
MUITO MARKETING
Por conta disso e de tantas outras coisas que o agora ex-prefeito de Santo André destila pelos quatro cantos, o melhor é não acreditar em nada que se refira à gestão qualificada. Por mais que Paulinho Serra tenha recebido uma cidade problemática em janeiro de 2017, quando assumiu a Prefeitura, o que deixou de legado para o sucessor Gilvan Júnior foi ainda pior.
Você só vai ler essas informações e a análise que se segue nesta publicação digital. Não adianta procurar em outra mídia da região que perderá tempo. Nos oito anos de gestão desastrada, Paulinho Serra sempre foi tratado com desvelo. Santo André afunda, mas a notoriedade do prefeito que comanda o cambaleante PSDB no Estado de São Paulo parece intocável.
Até programa de televisão o tucano apresenta todas as semanas. Paulinho Serra pretensamente ensina o que não praticou durante oito anos. Gestão pública é o chamariz aos incautos, mas faz a festa dos marqueteiros. Não é agradável escrever sobre isso. Mas é preciso escrever sobre isso. Não fosse assim, para que serviria o jornalismo?
DÉCIMA DIVISÃO
Se o Campeonato Brasileiro de Competitividade dos Municípios fosse dividido em tantas divisões quanto o total de integrantes, Santo André deste 2025, com base nos números do ano passado, estaria frequentando a Décima Divisão, ou Série Jota. Basta dividir a 194 colocação por 20 equipes cada para se chegar ao resultado apresentado.
O posicionamento de Santo André é muito mais caótico e preocupante do que o das vizinhas São Bernardo e São Caetano, com as quais divide a tradição de brilho do Grande ABC. Melhor explicando: o posicionamento de Santo André ante São Caetano e São Bernardo é caótico. São Caetano está em situação muito melhor: ocupa a posição 20 na competição. São Bernardo também tem posicionamento menos preocupante, na 66ª colocação.
São Caetano foi comandada por José Auricchio Júnior. E Orlando Morando dirigiu São Bernardo nos mesmos oito anos de Paulinho Serra. A diferença de tratamento da mídia, em particular do jornalismo diário de papel, contrasta com os dados da Centro de Liderança Pública, organização responsável pela construção do Campeonato Brasileiro de Competitividade dos Municípios.
Santo André consegue perder até mesmo para a vizinha Mauá, socialmente menos apetrechada e com PIB bem abaixo. Mauá está na posição 182 no Brasileiro de Desenvolvimento Econômico. Santo André supera Diadema, mas mesmo assim por margem estreita. Diadema ocupa a posição 231. Ribeirão Pires está logo acima, na posição 231.
CEGUEIRA COLETIVA
Os dados, repito, são relativos à temporada passada. E que fecham as administrações de Paulinho Serra, Orlando Morando e José Auricchio Júnior. Eles encerraram mandatos sem direito a nova eleição. Em comum entre as três administrações a deficiência na área de Desenvolvimento Econômico, antiga, resiliente e exaustiva cobrança de CapitalSocial.
Há 35 anos martelamos insistentemente que a Economia do Grande ABC vai de mal a pior. O caso de Santo André é mais grave, mas todos os demais municípios estão perdendo vitalidade em indicadores específicos de produção de riqueza.
Entretanto, há administradores públicos que seguem cegos, mudos e surdos. Mas adoraram uma fanfarra de triunfalismo em diversos setores. Sem a sustentação de Desenvolvimento Econômico, não há como resistir. Tanto é verdade que na classificação geral do Campeonato Brasileiro de Competitividade dos Municípios, que leva em conduta 65 indicadores em três pilares centrais (Gestão Pública, Sociedade e Desenvolvimento Econômico), a disputa na economia apresenta resultados abaixo do computo geral.
DETERIORAÇÃO
Ou seja: a Economia do Grande ABC segue em processo de deterioração. E Santo André contribui muito para isso. Já cansamos de apresentar os problemas estruturais que impedem o crescimento econômico de Santo André. Trata-se de uma caixa impenetrável. Não há competência dos gestores públicos em romper barreiras. Pior que isso: iludem cotidianamente a Sociedade Servil e Desorganizada com notícias repletas de meias verdades, mentiras inteiras e verdades condicionadas às conveniências.
A posição 194 no Campeonato Brasileiro de Desenvolvimento Econômico é resultado de uma planilha com duas dezenas de indicadores nas áreas de Inserção Econômica, Inovação e Dinamismo Econômico, Capital Humano e Telecomunicações.
No macroindicador Inserção Econômica, Santo André ocupa a posição 57 em População Vulnerável, a posição 154 em Formalidade do Mercado de Trabalho e a posição 170 no Crescimento dos Empregos Formais.
No macroindicador de Inovação e Dinamismo Econômico, Santo André ocupa a posição 69 em Recursos para Pesquisas e Desenvolvimento Econômico, a posição 151 para Empregos no Setor Criativo, a posição 158 para PIB per capita, a posição 180 para Crescimento do PIB per capita, a posição 79 para Complexidade Econômica, a posição 132 para Renda Média do Trabalhador Formal e a posição 284 para Crescimento da Renda Média do Trabalhador Formal.
No macroindicador Capital Humano, Santo André ocupa a posição 150 em Taxa Bruta de Matrículas – Ensino Técnico e Profissionalizante e a posição 173 em Qualificação dos Trabalhadores em Emprego Formal.
No macroindicador Telecomunicações, Santo André ocupa a posição 235 em Acesso à Telefonia Móvel, a posição 390 em Acesso de Telefonia Móvel – 4G, a posição 94 em Acesso à Banda Larga e a posição 311em Acesso à Ban da Larga de Alta Velocidade.
RELATÓRIO DO CLP
Na lista dos cinco municípios com melhor desempenho na Dimensão Economia, os três primeiros colocados mantiveram posições em relação à edição anterior: Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES) ocupam, respectivamente as três primeiras colocações. Curitiba (PR), avançou três posições e passou a compor o grupo ocupando agora a quarta colocação, anteriormente detida por São Paulo (SP), que perdeu uma posição e agora ocupa a quinta colocação na dimensão. Barueri (SP), que nas edições anteriores sempre figurou como membro deste grupo, perdeu uma posição e agora é o sexto colocado.
Interessante notar – afirma o relatório do Centro de Liderança Pública -- que esse grupo de cinco municípios com melhor desempenho na Dimensão Economia representa exatamente o grupo de cinco municípios mais competitivos do País. Há somente diferenças de posições na dimensão em relação ao ranking geral.
Assim, o grupo de municípios com maior performance na Dimensão Economia é composto por capitais de Estado das regiões Sul (três municípios) e Sudeste ( dois municípios) do País. Além disso, o bom desempenho desses municípios nessa dimensão se justifica, em grande medida, por serem também alguns entre os primeiros colocados no pilar de Inovação e Dinamismo Econômico (ocupam cinco das 10 primeiras colocações), um pilar de extrema importância na Dimensão Economia.
De forma geral, esses municípios apresentaram também bom desempenho no pilar de Capital Humano (ocupam quatro das cinco primeiras posições) e no pilar de Inserção Econômica (ocupam três das 20 primeiras posições), mas têm em Telecomunicações a grande oportunidade para melhoria relativa (todos não se encontram bem posicionados, apesar de avançarem posições nesse pilar).
FLORIANÓPOLIS LIDERA
Florianópolis (SC) manteve-se na primeira colocação na Dimensão Economia. O município tornou-se líder em inovação e dinamismo econômico (avançou uma posição e ocupa agora a primeiraª colocação) e continua entre os melhores em Capital Humano (terceira colocação). Houve, contudo, recuo em inserção econômica (-8 posições, 14ª colocação) e tem em Telecomunicações o principal ponto de atenção para a competitividade econômica local, apesar do avanço (+36 posições, 171ª colocação).
Porto Alegre (RS) permanece na segunda colocação. Destaca-se novamente em Capital Humano (segunda posição) e mantém excelente resultado em Inovação e Dinamismo Econômico (quinta colocação, -2 posições). Porto Alegre melhorou discretamente em Telecomunicações (+19 posições, 338ª colocações), mas tem nesse pilar a principal oportunidade de melhoria.
O pilar de Inovação e Dinamismo Econômico representa aproximadamente 42,2% da nota da Dimensão Economia. Vitória (ES) continuou em terceiro lugar e segue como referência nacional em Capital Humano (primeira colocação) e avançou em inserção econômica (+1 posição, 6ª colocação). Em contrapartida, apresentou queda em Inovação e Dinamismo Econômico (-3 posições, 10ª colocação) e, embora tenha crescido em Telecomunicações (+28 posições), ainda ocupa apenas a 300ª colocação, permanecendo como a principal oportunidade de melhoria para aumentar sua competitividade.
Curitiba (PR) ingressou no grupo de elite da dimensão ao subir três posições, assumindo o quarto lugar. Registrou progresso consistente em todos os pilares: Inserção Econômica (+2 posições, 18ª colocação), Inovação e Dinamismo Econômico (+6 posições, 9ª colocação) e Capital Humano (+3 posições, 5ª colocação). O salto mais expressivo veio em Telecomunicações (+53 posições, 235ª colocação), mas ainda se configura como o maior gargalo na temática econômica.
Por fim, concluindo a análise da lista dos cinco municípios com melhor desempenho na Dimensão Economia -- afirma o relatório do CLP -- , São Paulo (SP) recuou uma posição e ocupa a quinta colocação e continua com excepcional desempenho em Inovação e Dinamismo Econômico (segunda colocação, -1 posição) e manteve boa colocação em Capital Humano (31ª colocação, +1 posição). Contudo, sofreu forte queda em Inserção Econômica (-65 posições, 136ª colocação). Em Telecomunicações, apesar de leve avanço (+13 posições), ocupa apenas a 334ª colocação, configurando-se como o principal desafio econômico.
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